
Eis a questão.
Imagine um mundo sem rótulos. “Que maravilha seria” você deve ter pensado.
Mas será que imaginou nos mínimos detalhes?
Pense bem, nesse mundo sem rótulos, não haveria homens, mulheres, crianças, idosos, negros, aquarianos, brancos, carecas, magros, japoneses, gays e lésbicas. Afinal, tudo isso seria considerado rótulo. Então, como definiríamos alguém ou algo?
Quero dizer que rótulo não é bom e nem ruim, por si só. Rótulo define um tipo de pessoa, seja pela aparência, pela personalidade, ou qualquer outro motivo. A carga que damos a ele é que pode tornar-se um fardo ou não.
Foi-se o tempo em que eu me preocupava em ser rotulada como lésbica, butch, japonesa, ou qualquer outra coisa. Afinal de contas, eu sou tudo isso mesmo. Hoje luto para que alguns desses rótulos não tenham um significado negativo e, isso sim é algo válido de ser analisado.
Tem butch que se ofende ao ser comparada aos homens, como se ser homem fosse o fim do mundo.
Tem transexual (FTM*) que acha um absurdo ser chamado de lésbica – ou de travesti, no caso dos MTF**.
Tem gay que odeia quando descobrem que ele é gay. (Ué?)
Tem sapatão que só deixa outra sapatão chamar lésbica de sapatão. (ah, vocês entenderam, né?)
Tem heterossexual que morreria se seu filho fosse gay, mas jura que não é homofóbico.
Estas são apenas algumas situações que exemplificam a relatividade da carga que damos aos rótulos e também demonstram a nossa contribuição para acabar ou não com fobias em geral. Sem querer usamos a velha tática do “atacar, antes que me ataquem” e assim vamos perpetuando algo que só faz mal.
Generalizações são para os pouco observadores, os que quase nunca se aprofundam em algum assunto e já tiram conclusões precipitadas por aí. Adoram colocar tudo dentro do mesmo saco:
- Homens não prestam.
- Gays são promíscuos.
- Lésbicas nunca tiveram um homem de verdade.
Quer coisa mais “rotuladora” do que os signos astrológicos? Taurinos são teimosos, aquarianos são futurísticos, virginianos são perfeccionistas e por aí vai. E, apesar de tantos meios de se rotular alguém, podemos nos divertir, nos unir, nessa grande brincadeira de sermos diferentes. Se não há como fugir dos rótulos, vamos tentar dar mais leveza e beleza aos que andam em baixa, brincando mais, sem mágoas ou ofensas.
Imagine um mundo sem rótulos. “Que maravilha seria” você deve ter pensado.
Mas será que imaginou nos mínimos detalhes?
Pense bem, nesse mundo sem rótulos, não haveria homens, mulheres, crianças, idosos, negros, aquarianos, brancos, carecas, magros, japoneses, gays e lésbicas. Afinal, tudo isso seria considerado rótulo. Então, como definiríamos alguém ou algo?
Quero dizer que rótulo não é bom e nem ruim, por si só. Rótulo define um tipo de pessoa, seja pela aparência, pela personalidade, ou qualquer outro motivo. A carga que damos a ele é que pode tornar-se um fardo ou não.
Foi-se o tempo em que eu me preocupava em ser rotulada como lésbica, butch, japonesa, ou qualquer outra coisa. Afinal de contas, eu sou tudo isso mesmo. Hoje luto para que alguns desses rótulos não tenham um significado negativo e, isso sim é algo válido de ser analisado.
Tem butch que se ofende ao ser comparada aos homens, como se ser homem fosse o fim do mundo.
Tem transexual (FTM*) que acha um absurdo ser chamado de lésbica – ou de travesti, no caso dos MTF**.
Tem gay que odeia quando descobrem que ele é gay. (Ué?)
Tem sapatão que só deixa outra sapatão chamar lésbica de sapatão. (ah, vocês entenderam, né?)
Tem heterossexual que morreria se seu filho fosse gay, mas jura que não é homofóbico.
Estas são apenas algumas situações que exemplificam a relatividade da carga que damos aos rótulos e também demonstram a nossa contribuição para acabar ou não com fobias em geral. Sem querer usamos a velha tática do “atacar, antes que me ataquem” e assim vamos perpetuando algo que só faz mal.
Generalizações são para os pouco observadores, os que quase nunca se aprofundam em algum assunto e já tiram conclusões precipitadas por aí. Adoram colocar tudo dentro do mesmo saco:
- Homens não prestam.
- Gays são promíscuos.
- Lésbicas nunca tiveram um homem de verdade.
Quer coisa mais “rotuladora” do que os signos astrológicos? Taurinos são teimosos, aquarianos são futurísticos, virginianos são perfeccionistas e por aí vai. E, apesar de tantos meios de se rotular alguém, podemos nos divertir, nos unir, nessa grande brincadeira de sermos diferentes. Se não há como fugir dos rótulos, vamos tentar dar mais leveza e beleza aos que andam em baixa, brincando mais, sem mágoas ou ofensas.
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